A disputa pelas duas cadeiras do Tocantins no Senado Federal entrou em uma fase de maior movimentação. Com a aproximação da eleição, os levantamentos divulgados em setembro mostram Eduardo Gomes ocupando a primeira posição, enquanto um grupo de candidatos aparece disputando espaço na faixa seguinte.
Na pesquisa Veritá, realizada entre 7 e 12 de setembro, Eduardo Gomes aparece com 43,1% na consolidação dos dois votos. Alexandre Guimarães vem em seguida, com 25%, enquanto Eli Borges registra 20,4%, Carlos Gaguim 19,1% e Paulo Mourão 15,3%. Ronaldo Dimas aparece com 7,8%.
Outro levantamento, divulgado pelo VR Skala, apresenta um cenário diferente nos números, mas também coloca Eduardo Gomes na primeira posição. A pesquisa, realizada entre 1º e 6 de setembro, apontou Gomes com 25,9%, Alexandre Guimarães com 20,3% e Carlos Gaguim com 19,6%. Eli Borges apareceu com 13,6%, Ronaldo Dimas com 12,9% e Paulo Mourão com 9,7%.
Já uma nova rodada do Paraná Pesquisas/Fieto, divulgada em 15 de setembro, registrou Eduardo Gomes com 36%, Alexandre Guimarães com 24,5% e Carlos Gaguim com 22,7%.
Os números mostram uma característica importante da eleição para o Senado: o eleitor tocantinense escolherá dois candidatos, fazendo com que a disputa pelo segundo voto tenha peso significativo.
EDUARDO GOMES MANTÉM A LIDERANÇA
Candidato à reeleição, Eduardo Gomes aparece na frente nos levantamentos mais recentes.
Além da posição nas pesquisas, o senador possui uma estrutura política construída ao longo dos últimos anos e mantém articulações com lideranças de diferentes municípios.
O desafio nesta reta final é transformar a vantagem apresentada nos levantamentos em votos efetivos no dia da eleição.
ALEXANDRE GUIMARÃES SEGUE NO BLOCO DA FRENTE
Alexandre Guimarães aparece entre os nomes mais citados para uma das duas vagas.
Na pesquisa Veritá, ele alcançou 25% na consolidação dos dois votos e 17% quando considerado especificamente o primeiro voto, ficando atrás apenas de Eduardo Gomes nesse quesito.
No Paraná Pesquisas/Fieto divulgado em 15 de setembro, Alexandre também aparece na segunda posição, com 24,5%.
GAGUIM E ELI BORGES SEGUEM NO RADAR
Carlos Gaguim e Eli Borges aparecem em uma faixa de disputa próxima nas pesquisas recentes.
Gaguim apresentou 22,7% no levantamento Paraná/Fieto e 19,1% na pesquisa Veritá. No levantamento Veritá, chama atenção a diferença entre seu primeiro voto, de 5,9%, e o segundo voto, de 13,2%, mostrando maior presença como escolha complementar.
Eli Borges, por sua vez, aparece com 20,4% na consolidação dos dois votos no Veritá. No primeiro voto, marcou 10,6%, enquanto no segundo chegou a 9,8%.
PAULO MOURÃO TENTA AMPLIAR ESPAÇO
Paulo Mourão aparece em uma posição diferente dos nomes que disputam as primeiras colocações, mas os levantamentos mostram que continua presente na corrida.
Na pesquisa Veritá, o petista alcançou 15,3% na consolidação dos dois votos e 11,8% quando considerada a primeira escolha do eleitor.
O candidato busca concentrar o eleitorado identificado com a esquerda e ampliar sua presença para além desse segmento.
RONALDO DIMAS TAMBÉM ESTÁ NA DISPUTA
Ronaldo Dimas completa o grupo de nomes que aparecem com maior frequência nos levantamentos.
O ex-prefeito de Araguaína entrou na disputa em um cenário de forte movimentação política na região Norte do Estado e também conta com apoios políticos importantes.
Na pesquisa Veritá, apareceu com 7,8% na consolidação dos dois votos. No levantamento Paraná/Fieto divulgado em setembro, outros nomes também aparecem na disputa, mostrando que ainda existe uma parcela significativa do eleitorado a ser conquistada.
SEGUNDA VAGA CONTINUA EM ABERTO
Se existe um ponto comum entre os levantamentos recentes, é que a disputa pelas duas cadeiras está longe de ser representada por uma única fotografia.
Os institutos apresentam percentuais diferentes e metodologias próprias. Além disso, uma parcela importante dos eleitores ainda não definiu o segundo voto.
Na pesquisa Veritá, por exemplo, 25,7% não souberam ou não responderam quando perguntados sobre o segundo voto. No VR Skala, 52,1% declararam não saber em quem votar, enquanto outros 17,6% afirmaram que não escolheriam nenhum dos nomes apresentados.
Com duas vagas em disputa e diversos candidatos buscando ocupar esse espaço, cada apoio político, cada município e principalmente cada segundo voto pode ganhar importância nas próximas semanas.
A eleição acontece em 4 de outubro de 2026, quando os eleitores tocantinenses escolherão dois nomes para o Senado.
Até lá, a tendência é de aumento da movimentação política, novas pesquisas e intensificação das campanhas em todas as regiões do Tocantins.